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                                                 APENAS UM PENSAMENTO

Sentei-me à beira da lagoa e viajei nos sonhos, ao olhar o bailar das águas em contato com os ventos. Todos os gêneros de música pareciam se representar, todas as danças, tudo isso, de acordo com os meus sentimentos. Meus inventos se multiplicavam, mas não havia nexo, faltava sentido, uma lógica para cada dança, para cada tela criada em meus pensamentos. Assim, teorizei a liberdade que me é dada para criar, não estou preso ao razoável, porque não há limites para meus desejos. Não há limites nessa vida, em que a mentira é sinônimo de felicidade, onde a razão não é meta, é valor a ser contestado. As águas brincam com o vento. Eles brigam, amam, apenas discordam, acordam, se reconhecem, tudo conforme a minha vontade,tudo conforme minha loucura. Das águas e dos ventos, pude retirar alguns versos, dos gestos desses intangíveis atores do meu teatro..., Pude inventar um poema. Tudo ali, naquela hora, naquele instante,onde nem mesmo a memória, busquei guardar. Mas meu inconsciente me prega peças e em um dado instante, a lagoa, os ventos e as águas se transformaram em letras de um pensamento que agora eu escrevo. É imprevisível o inconsciente, por isso, guardo aqui minha viagem.
Jose Carlos Cavalcante
Enviado por Jose Carlos Cavalcante em 16/06/2006
Código do texto: T176332
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Sobre o autor
Jose Carlos Cavalcante
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
730 textos (54065 leituras)
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Jose Carlos Cavalcante