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Versos de Janela - Parte 5: Dois meses depois...

(25/06/06 - 0:56)

Faz dois meses desde a última poesia sobre você.

Tentei tanto te esconder de mim, não deixei nem mesmo o espelho perceber.
Me obriguei a sufoar os gritos e cheguei mesmo a acreditar que tinha vencido. Tantas batalhas de que eu achava que tinha saído vencedor.
(você venceu todas elas.)
Acreditei mesmo que aquilo já não fazia sentido e que na verdade nunca tinha existido.
Me convenci de que tudo era só mais um sonho ou uma confusão boba de um idiota com muito ainda por viver. Afinal, todas as outras vezes foram mesmo ilusões (ou não?).
Afirmei seguidamente para o mundo que eu não queria e que não daria certo. Inventei mil motivos pra tudo dar errada na nossa história que eu criei na minha mente só pra não me sentir culpado por não ter tentado um pouco mais.
Acreditei tanto que ignorar o que acontecia se tornou a minha verdade. Imunizei-me à sua presença. Aprendi a nem te notar.
E aí me afastei. E aí você se afastou.
E aí se tornou apenas mais uma entre os 50. Porque eu quis? Porque você quis?
Me forcei a acreditar que nem fazia tanta diferença assim...

Até o dia em que de repente percebi que tentar te esquecer com tanta força só me fazia te lembrar ainda mais.
Até que tentei achar normal te ver por aí fazendo outras pessoas felizes com o seu sorriso.
Até que tentei criar em mim a idéia de que não tinha nada entre nós.
Até que tentei ignorara mais uma vez, como tantas outras, a sua existência, mas...

alguma coisa de repente fez cair por terra todo o fingimento
e tudo o que eu queria era gritar pra todo mundo o que eu sentia, mas não tinha o direito (e nem a palavra certa)
e tudo o que eu queria era que você fosse a pessoa mais feliz do mundo (mas nãao com ele naquela hora)
Pensei e quis tanta coisa naqueles dez minutos e me senti mal até por querer que você fosse embora logo porque eu sabia que mais cedo ou mais tarde ele tentaria outra vez, e era injusto que ele não conseguisse. Se ao menos ele fosse um idiota a quem eu pudesse descarregar minhas frustrações...
Mas ele é tão perfeito, tão ideal...

O simples fato de perceber por um segundo que poderia perder a chance de te ver de novo com aqueles hungry eyes me fez perceber que é isso o que eu quero agora.
Será que é justo para nós que eu lute por você?

Você é intensa. E intensamente AMA. Não a mim.
Só me ensine a entender essa coisa chamada amor.
Só me diga o que é a ilusão.
Só existe e eu não peço mais nada.

Acidentalmente sentindo
de novo
mais uma vez...

"And now she's in me, always with me
Tiny dancer in my hand"
Otavio Cohen
Enviado por Otavio Cohen em 01/07/2006
Código do texto: T185449
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Sobre o autor
Otavio Cohen
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 28 anos
11 textos (1177 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 12:43)
Otavio Cohen