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Sozinho

          Tão triste e só, no meu canto escuro, sento e penso nas coisas da vida, em tudo o que se foi e o que há de vir; tenho medo do futuro, me assusto com o passado, corro de pavor do presente.
          Inconcientemente, deixei minha vida perder o rumo, deixei com que tudo ruísse ao meu redor, como se fosse o fim chegando cedo demais.
          Perdi a capacidade para amar. O brilho no olhar das pessoas, antes tão intensos e fortes, já não mais reside nos olhares a mim dirigidos.
          Tento chorar, para espantar as tristezas, mandá-las embora, porém, já não existem mais lágrimas a serem derramadas. Do poço da angústia, somente resta o vazio e o silêncio, que deixam marcas profundas e tristes na alma.
          Sentado, sozinho, penso em como as diferentes ilusões criadas para se ter uma felicidade se desfazem uma a uma, deixando apenas a malha da realidade, nua e crua, que cega e tortura.
          Onde está o amor, que já não está mais presente no coração das pessoas? Onde está o amor que eu deveria receber, que da forma que transmito, que nunca chega até mim?
          Estou sozinho, solitário, abandonado. Olho para os lados para procurar apoio, e ninguém está lá. Onde estão todos? Onde está a verdadira felicidade que não consigo encontrar?
          Faço as perguntas, todas do fundo do meu coração, mas a resposta é sempre a mesma. Sozinho, vem o silêncio, e a dúvida continua no ar...
Eduardo Setzer Henrique
Enviado por Eduardo Setzer Henrique em 16/09/2006
Código do texto: T241486
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Sobre o autor
Eduardo Setzer Henrique
São João Del Rei - Minas Gerais - Brasil, 32 anos
56 textos (3144 leituras)
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Eduardo Setzer Henrique