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A TI

Hoje verei a vida passar pela janela de meu olhar. Buscarei um lugar próximo a velha e seca mangueira, esperarei e observarei o mundo que deixei de aproveitar sentado em minha antiga cadeira de madeira. Aquela, que outrora foi o centro da mesa de almoço na casa de meu avô.

No piscar de um segundo, vi a brisa soprar e com ela, o sorriso ingênuo de um homem foi ofuscado pelas curvas do vai e vem do dançar de um violão. Notei que em um cruzar de olhares, deixei escapar por entre meus dedos a sombra cálida de um encontro que poderia reescrever a história dos pares. Poderia ter corrido atrás, poderia ter dado a volta no mundo em busca do calor alheio, mais não. Fiquei parado, olhando como a vida escorria sem que eu pudesse fazer nada. Ou poderia?

Colhi as flores que você me deixou no caminho. Peguei as lágrimas que meu coração deixou cair em um momento de efusão. Driblei as oposições sem pensar e quando cheguei a deslumbrar teus sentimentos, utilizastes a mais baixa estratégia para afastar os medos e temores. O silêncio.

Sofri muito neste período, fiz uma limpeza em minha alma ferida, acreditei que tudo estava perdido e ao final do minuto, percebi que não fui eu quem se afastou e sim o oposto na conjunção dos espaços.

Hoje é um bom dia para empreender um novo desafio se desejo chegar alto, se desejo o melhor dentro dos instantes de minha vida. As dúvidas que me deixastes são apenas estrelas fugazes que se perderam no mar de inseguranças de um jovem adolescente sem idéia e sem nenhuma pretensão. Minha sorte é que deixei há anos esta fase e hoje, preservo o mais precioso dos elementos, a inocência. Esta sim, regada pela coerência do desejo entre o sim ou não. As inseguranças ou dúvidas, as deixo para os infelizes adolescentes.
Fabs
Enviado por Fabs em 26/09/2006
Reeditado em 09/10/2009
Código do texto: T250025

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Sobre o autor
Fabs
São Paulo - São Paulo - Brasil, 43 anos
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