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Casamentos Rompidos

Nem fiz questão no instante.
Quase perdi a cabeça enquanto a nuvem caminhava, e enquanto o som da chuva era distante, me lembrei que o arco-iris se formaria.
O sol escaldante e belo me avistava, meus olhos lacrimejavam ante a sua luz.
Eu era quase uma rocha agora, porém me abstinha de seguir.
Por um segundo sua voz rompeu o silêncio e disse: - Acabou!
Em menos de uma hora recordei do juramento que fiz sem pensar, me virei de costas pro mar que insistia em não existir e de repente me deixei cair e aguardar o dia clarear.
Seria mais fácil se o tempo voltasse, mas como não volta acordei e segui em direção ao novo mundo que senti chegar enquanto ainda admirava.
Refugiei-me em um passado falso e antigo e percebi que a vida não era mais a mesma. Mas melhorara em relação a que antes tivera e segui em busca da aurora futura e passageira.
Parecia que agora tudo era realmente novo, porém as lembranças e as cicatrizes persistiam e ainda que bem me sentisse não tinha a paz que os recem nascidos possuem.
Ao sentir que não conseguiria mais, me tornei então uma estátua alada, que apesar de possuir belas asas, se prendia ao peso dos pensamentos.
Só de pensar no que invento e imagino do futuro que me espera, já me torno um esquisofrenico que espera, concluir o texto inútil e voltar à vida.
Alexandre Fernandes
Enviado por Alexandre Fernandes em 26/10/2006
Reeditado em 21/12/2006
Código do texto: T274201
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Sobre o autor
Alexandre Fernandes
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 35 anos
59 textos (1989 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 20:41)
Alexandre Fernandes