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MINHA VIDA SEM ELA

Quero escrever sobre a mulher que um dia, com um simples sorriso conquistou meu ser. Não sei por onde começar. Ela esta longe, não a posso abraçar nem sentir seu perfume. Queria beija-la, roubar seu alento, senti-la a meu lado e, ao cabo de um segundo, deixa-me perder em seus mais íntimos pensamentos. Por quê a vida é tão injusta?

Faz alguns anos, uma amiga me comentou sobre o destino. Me contou que todos nós estamos predestinados a encontrar-nos. Assim é a vida, falava ela. Eu, como sou uma pessoa cética, nunca dei muita importância as palavras dela. Hoje, com meu coração cheio de tristeza e melancolia, busco nas lembranças de sua voz um pequeno consolo. Busco algo que me reconforte, que me deixe sentir, nem que seja por um instante, que ainda estando longe da mulher de meus desejos, posso um dia, quem sabe, estar junto a ela e assim poder, come-la a beijos.

Ontem a noite realizei algo novo para mim. Tentei seguir as palavras de um velho livro de mágica. Fechei meus olhos, me concentrei. Busquei dentro de mim a imagem de meus sonhos. A visualizei. Lá estava ela, com seu sorriso charmoso, com sua alegria ingênua. Me aproximei pouco a pouco a ela. Não queria incomoda-la. Soprava uma suave brisa que traia o cheiro dos girassóis do campo. Seu longo cabelo castanho dançava ao ar seduzindo aos pássaros. Por quê a encontrei tão tarde?

O último dia que estive com ela ao meu lado, fiquei sem saber o que fazer. Queria beija-la até as luas de Saturno, queria fazer o amor com ela sobre pétalas de rosa, queria acordar em seu peito, descobrir seus mais íntimos encantos. Não fiz nada. Só, depois de um esperar, nos despedimos com um pequeno beijo. Algo tão rápido, quase imperceptível. Este detalhe terminou por roubar-me o coração. A chamei, a busquei, mais era tarde. Estava indo de sua cidade, estava indo de sua vida.

Tento, hoje, recorrer as palavras de minha amiga sobre o destino e não pensar no por quê  a vida é injusta. Desejo encontra-la mais uma vez, para quem sabe assim, passar os dias que ainda tenho ao lado da mulher que roubou meu bater.
Fabs
Enviado por Fabs em 28/11/2006
Código do texto: T303416
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Sobre o autor
Fabs
São Paulo - São Paulo - Brasil, 43 anos
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