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Hoje está em mim uma frase de efeito: “Nós somos o mundo!”. Somos sim, essa espécie projetada para alcançar os sonhos que tiver. Toda a existência é uma sequência de passos rumo a um lugar futuro onde pode haver o abraço do ser com o seu sonho de paz e felicidade. Mas a espécie humana sempre caminha na contramão de tudo que conduziria ao efeito real de plenas conquistas e realizações. Quer sejam elas conquistas individuais ou coletivas. Como já sussurraram por ai, nós nascemos em uma sociedade já pronta, com seus conceitos e normas e um falso entendimento de liberdade. Como ser livre quando tudo já está determinado por economias, disputas, dogmas, diferenças sociais, manipulações de desejos e jogos políticos? O rastro de destruição de tudo que poderia ser nobre na natureza humana é alimentado por esses sucessivos erros. Quantas direções erradas! Não me importam suas crenças se ela rouba vidas. Vidas são roubadas a todo tempo pelo capitalismo em busca do lucro desenfreado, ignorando não apenas a exploração da força de trabalho. Vidas são roubadas pela manipulação midiática de uma ilusória felicidade atada a imposições de padrões de consumo e de beleza. Vidas são roubadas não somente pelas guerras travadas entre nações, mas por todos que alimentam a inércia frente a essas insanidades. Quantos pensam sobre o que significa o conceito de liberdade e vivem escravizados na sociedade de consumo? Nos alimentamos de imposições! Eu gostaria que a maioria das pessoas pudesse olhar despreocupadamente para uma montanha ou para um campo de flores, mas estamos todos perdidos na selva de pedras entre construções humanas e suas desconstruções. Há uma canção que diz que “Lá fora faz um tempo confortável e a vigilância cuida do normal”. É normal e não deveria ser! É tão normal a miséria, a guerra, a violência urbana, o abandono! Anormal é a paz. Anormal é estar diferente do que determinaram que se deveria estar.Não temos muito o que comemorar no cenário claro de submissão a ditadura que impera sobre o mundo humano, melhor dizendo: mundo desumano!

Simone Stone
Enviado por Simone Stone em 24/07/2016
Reeditado em 24/07/2016
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