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Caminhos da vida.

A vida nos leva a caminhos ocultos que ao serem revelados nos deixam tristes ou felizes...
Caminhos estes que nos tornam únicos no universo das almas viventes.
Pensamos em preencher os espaços com sentimentos e pessoas, tornamo-nos impuros e cheios de ódio.
Críticas muitas vezes construtivas nos tornam puros derrotados pois, nos julgamos meros passageiros de um trem estranho que descarrilhou derrepente.
Nossos dias se vão, somos leitores e escritores de palavras eternas, que muitas vezes espantam os que nos lêem.
Dores ocultas tornam a pulsar em nosso peito que outrora só tinha paz.
A destruição do pequeno universo criado para expor sentimentos é quase completa.
Meias palavras e entrelinhas se tornam o necessário para ser aceita e compreendida.
Está feito, o medo se instala em um coração que antes era livre e por medo de ser ele mesmo deixa de viver as palavras como sua real determinação e desejo.
Vive-as como palavras corretamente escritas ou conjugadas dentro do padrão literário tão importante para o título de autor.
Título esse que não foi o maior motivo do derramamento de palavras, que sangraram de amor e dor.
Foi a alama quem falou, o sentimento contado e exposto foi apenas um reflexo do que é pessoalmente.
da dificuldade em socializar-se, de amar, de sentir prazer, de viver, de morrer, de deixar-se matar, de sentir-se apenas sentir-se real e verdadeiro.
O hoje se torna triste em meio das palavras de uma amigo que admiravelmente era seu exemplo literário, seu exemplo de perfeição, essa que mesmo sabendo que jamais alcançaria um dia tentaria ter.
Uma dica, apenas uma dica, é suficiente para perceber que a vida não deu certo, a opção de escrever tornou-se análise e feiúra.
Nada está certo, seus modos, suas palavras, seu jeito de ser, leitores muitos deixam de ler ou terminar o texto por não ter palavras belas e entrelinhas, por não saber colocar o mundo de forma menos chula.
Por vulgarizar o que acha sensual, mas isso é inevitável, isso é meu, eu sou assim, entre mil palavras as vezes escolho uma frase que desnorteia minha alma e vida, deixando as palavras flutuarem sem fixarem em algum lugar.
Mudar, viver, sonhar, apenas são concretos e eternos quando nos esforçamos ao ponto de migrar para dentro de nós e expressarmos o que realmente sentimos e somos.
Isso eu sei fazer mas não sei escrever belas palavras, tocantes na alma humana e não sei ser uma autora perfeita capaz de alcançar o mundo de eternos escritores amados e perfeitos.
Sou apenas eu, uma profissional da saúde que um dia quis escrever o que viveu para servir de inspiração para apaixonados, para pessoas suicidas, pessoas tristes e que um dia sofreram por amor ou alguma dor forte contida em sua alma que jamais foi capaz de se expor.
Erros eu certamente tive muitos e creio que ainda terei mais.
Espero que não ofenda ninguém com minhas palavras mesmo que chulas e sem cultura, ou tristes e sem alma, ainda assim creio que elas são pedacinhos do universo contidos em meu mundo só e único. Que podem mudar a vida de quem as lê ou ao menos faze-las sorrir, ou sentir algo por elas, migrando para um sentimento seja ele de repugna, paz, amor  ou pura indiferença, mas são sentimentos e assim sei que alcançei meu maior desejo, o de expor o que sou e fui, de mostrar o que pequenos pedacinhos do universo podem fazer e ser, quando observados juntos em um texto vivido por alguém, comum e só mas alguém.
Senhora da Luz
Enviado por Senhora da Luz em 11/10/2005
Reeditado em 11/10/2005
Código do texto: T58850
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Sobre a autora
Senhora da Luz
Vitória - Espírito Santo - Brasil, 41 anos
40 textos (5509 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 20:56)
Senhora da Luz