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PEPTÍDICO

Que a proximidade dos pontos de tormento
Não modifiquem o meu enredo
E sabendo que não acaba
Rezo
Que diminua a dor do veneno
Que os traços do que nunca foi dito
Não me façam cair em descrença
Talvez eu ainda seja parte de alguma verdade
E estratégias da mentira
Quadros brancos da existência que se ocupem de meu pranto
Enquanto dou as costas às paredes grafitadas de felicidade
E ainda que saiba da ida
A esperança acende uma vela em saudade
Nos instantes que encaro a vida
Que esta me agrida com menos força
Ao me ligar à correntes estranhas e enforcar momentos
Meu espelho de miséria em entranhas de vingança e maldade
Então que eu padeça agora para machucar menos o espírito
Que talvez possa dar um sorriso ao sentir-me desaparecer
Resisto à tudo e esqueço que não se esquece o que é parte dos ser
Que eu aceite que sou apenas um dia
E que busco a razão mas nasci de instinto
E minhas visões lógicas não aplacam as dores de um coração selvagem
Que num cinza frio se faça de abrigo
Que um pulsar sangue vermelho me faça vontade
É tarde, e minhas frases não têm mais um sentido qualquer
Talvez sejam um mero sinal
De meu silêncio a gritar no espaço
Ou do meu réu
Condenado
A obter sempre o perdão.
Docca Soares
Enviado por Docca Soares em 26/08/2007
Código do texto: T624646

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Sobre o autor
Docca Soares
Curitiba - Paraná - Brasil, 43 anos
24 textos (922 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/10/17 18:00)
Docca Soares