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MAIS UM DESABAFO


Desejo...,um mundo inteiro pela verdade
Verdade..., mesmo que passageira, mesmo contra minha vontade
Vontade...,sem saber porque exijo carinho
Carinho...,estou me sentindo surpreso
Surpreso..., não sou o único mentiroso
Mentira!
Lugar comum..., talvez seja a verdade escancarada
Que de tanto falada, perdeu a graça para a mentira
Dito, verso simétrico, correto, literal e caprichoso
Hipócrita e ditoso, porém contundente para a fama
Honesto e mal cheiroso,  asqueroso contumaz
Pérfido ardiloso, sensitivo e outros tais
Grita e esperneia, gostoso de ver a veia
Enquanto reluz na esplanada dos aventais.
Homem ao contrário, mulher de não se deitar
São os camaradas da noite, dos embalos
Os perdidos nos crepúsculos, da língua azeitar
Enquanto nos dias, formam-se filas dos caros
São fardões de ouro e poeira
A se aproveitar, comendo na beira
Enquanto ouço despertar um mundo
Que não se cansa de ouvir
Do quanto não se pode falar.
Mas, nesse mundo de tantas letras, tantos verbos
Das Marias esculachadas
Das manias do eterno
Das fatias do acordo
Das quantias furtadas
Sobra o real retrato
Quando pintado
Nos palavrões da periferia.
Lugar comum, então seja
Tudo que de podre há de ouvir
Orelhas limpas pelas fezes da riqueza.
Jose Carlos Cavalcante
Enviado por Jose Carlos Cavalcante em 15/03/2005
Código do texto: T6662
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Sobre o autor
Jose Carlos Cavalcante
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
730 textos (54065 leituras)
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Jose Carlos Cavalcante