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Noite

Me vejo numa noite em que não há luar, pra onde iria eu? Que luz me daria o rumo? Ora, minha própria razão, ela me guia, mas sinceramente tenho tido medo, ultimamente ela é quem tem me colocado nas piores situações. Diriam alguns: "você é quem a controla", mas eu respondo que não, ela é autônoma, e totalmente diferente de mim. Ela não faz outra vez senão a de manipular, e de tal modo sobrepõe minhas emoções que me torno frio ou sensível, ao seu bel prazer.
Ora, para razão de me atordoar, já não me vejo em problemas suficientes e você ainda quer mais? Chega, por hora fiquemos onde estamos, aqui do alto podemos ver melhor os outros e pensar nas coisas, sussega minha razão, sussega meu coração...
Olhemos as coisas e simplesmente as admiremos, não queiras mais ir nas suas essências, pois, pode ser que não hajam mais essências, é isso mesmo, por incrível que pareça coração, não há essência, tudo o que há é o vazio, e isso basta.
O que deves entender oh ignorante pensamento é que não és conhecedor de todas as coisas, que não és tomador de dores, que não és.. que não és... e não és nada, apenas aquilo que lhe resta, se lhe resta, é sua estrutura física, inclusive, já bastante debilitada.
Cala-te coração, cala-te razão, vamos adormecer e deixar que a vida nos leve, não esperemos respostas do tempo, ora, o tempo é feito para passar e não para dar respostas...
Adormeçamos e vivamos.. não divaguemos, isso depreende muita energia.. apenas contemplemos..
Cássio Morais
Enviado por Cássio Morais em 28/09/2007
Código do texto: T671718
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Sobre o autor
Cássio Morais
Curitiba - Paraná - Brasil, 27 anos
10 textos (266 leituras)
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Cássio Morais