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- Já chorei de amor na frente de muitas pessoas... por causa de uma só...

- Já chorei de amor na frente de muitas pessoas... Por causa de uma só...

Pode parecer normal, e é... Afinal o que é anormal? Se respondermos pensando relativamente ao que todos acreditam, anormal, é algo que foge ao que sempre ocorre... Algo que não é moda... No entanto chorar na frente de muitas pessoas por causa de uma só é algo perfeitamente aceitável...
O grande conhecimento que tive ao ter essa experiência não se deu pelo simples fato de chorar, mas sim pelo enredo... O que realmente aprendi é que “o chorar” é a materialização de um sentimento... seja ele de felicidade ou de tristeza... embora esse ultimo seja mais utilizado para provocar essas lagrimas. “O chorar” é o seu “EU” querendo sair... seu sentimento querendo ser visto... É você querendo aparecer... poucas são as ocasiões que nos sentimos confortáveis chorando, podemos nos sentir melhor... Até porque nesse momento você é o mais puro você (e é pra isso que estamos nesse planeta), o problema – se é que existe problema – é que sempre nos ensinaram (principalmente aos homens) que chorar é feio, que chorar é para os fracos e que por conta disso – dos outros - tentamos segurar as lágrimas sem nos dar conta de que trocamos o “ser nós mesmos”, por uma dor no peito e uma falta de ar insuportável, a angustia... Claro!!! Estamos negando a nós mesmos... estamos negando aos nossos sentimentos... não estamos sendo quem realmente somos... estamos nos aprisionando...  a angustia é a vontade da alma negada por um julgamento... isso tudo porque  o mundo julgou pra nós que chorar é feio... o que torna o “demonstrar” sentimentos uma coisa ruim... só que nem ao menos tivemos a possibilidade de perguntarmos pra nós mesmos o porque desse julgamento... apenas aceitamos... aceitamos não sermos quem realmente somos...
Quando crianças chorávamos pela dor de um machucado – era essa a forma de dizer que estava doendo (sentir dor) – hoje quando dói temos o mesmo instinto, mas pré-julgado pelo mundo... E aprisionado pela aceitação desse julgamento que impede de, na maioria das vezes, sermos nós mesmos... Sermos nossos sentimentos.
À medida que nos experimentamos – crescemos - vamos criando novos conceitos (criando a nós mesmos), vamos aprendendo - do modo do mundo, mas vamos aprendendo.
O mundo nos ensina que devemos amar ao próximo (não que eu ache diferente), ter alguém para amar e ser amado, construir uma família e ser feliz...
A única conclusão que posso tirar disso é que o mundo nos ensina a viver em função dos outros, para os ouros e pelos outros...  Não é culpa – se é que ela existe – nossa...  Afinal crescemos com esse objetivo imposto em nossas cabeças, é cultural, e não perguntamos pra nós mesmos se é isso o que queremos...
Sei que quando temos a oportunidade de experimentar o amor à gente se sente completo... E atribuímos esse sentimento a outra pessoa... Achamos que ela nos completou... O que relativamente esta “certo”, mas absolutamente esta “errado”... Em resumo... Nos sentimos completos porque temos em mãos a possibilidade, a oportunidade de sermos quem realmente somos ao lado dessa pessoa, estamos nos conhecendo, nos experimentado... Estamos - antes de amar o próximo - nos amando...
Me preocupa os ensinamentos do mundo, pois de uma forma geral ele ensina que estamos buscando ser nós mesmos onde não estamos... Não estamos no outro... Estamos em nós mesmos... Não existe alma gêmea... Existe a nossa alma querendo ser ela mesma...
Não chore pelo que foi embora... encontre outro meio de ser você mesmo... de preferência não em alguém... mas em uma oportunidade...

Nossa alma sabe de tudo... Ela é a parte de Deus em nós... Deus deu a elas um corpo para se experimentar através de nossos sentimentos... Através de nós mesmos... Nossa alma sabe de tudo... Como deus... Só não se lembra... Precisamos dar a ela experiência, oportunidade de se experimentar, para que se lembre...
Quando fazemos o contrario, ou seja, desejamos não sentir... Como muitas vezes acontece depois de um relacionamento fracassado, estamos negando a nós mesmos por achar que a dor que estamos sentindo é ruim...
Villaça
Enviado por Villaça em 12/10/2007
Código do texto: T691765

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Sobre o autor
Villaça
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 34 anos
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