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Persona.

Definição:
Persona era o nome da máscara que os atores do teatro grego usavam. Sua função era tanto dar ao ator a aparência que o papel exigia, quanto amplificar sua voz, permitindo que fosse bem ouvida pelos espectadores. A palavra é derivada do verbo personare, ou "soar através de".

Por extensão, designa um papel social, ou um papel interpretado por um ator.

Neste mesmo sentido, na Psicologia Analítica, é dado o nome de persona à função psíquica relacional voltada ao mundo externo, na busca de adaptação social. Nesta acepção, opõe-se à sizígia (animus/anima), responsável pela adaptação ao mundo interno. No processo de individuação, a primeira etapa é, justamente, a elaboração da persona desenvolvida, em termos de sua relatividade frente à personalidade como um todo.

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Se tem uma coisa que sou, é observadora. Uma observadora clínica do circo humano.
Ultimamente me questiono as relações de amor e ódio, relações profissionais e pessoais e os papéis que as pessoas assumem dentro dos seus círculos sociais.
O que mais me prende o pensamento é até onde vai uma "personalidade". Pode uma pessoa ser a mesma, mas mudar em cada lugar que vai?
Assumir um certo tipo de postura, de opinião, de até tom de voz em meios diferentes, seria ser falso? Seria ter duas caras?
Então, A mesma pessoa poderia ser vilã e santa.
Dois papeis, duas vidas, mas a mesma pessoa. Onde fica a "identidade"?

Assumir um papel em casa com os pais, outro no trabalho com o chefe, um com o namorado, outro na faculdade, outro na rua. Várias faces, a mesma vida.
Onde fica o papel original?

Ser íntimo de uma pessoa seria conhecer todos esses personagens? Entender atitudes e pensamentos não é tão simples assim... Mas até onde pode se dizer que se conhece uma pessoa? Até onde vai a intimidade? Até para os nossos parceiros de mais longa data nós ainda escondemos segredos... seria isso falsidade? ou protecionismo? Ou simplesmente medo de mostrar um lado que talvez seja desaprovado?
Ou quem sabe tudo isso junto.

No fim acredito que todos somos personas, todos temos vários lados que nem nós ao menos sabemos quantos são... Agimos sempre por extinto, sempre com intuito de preservar a vida, no fim somos todos "animais" de um grande circo, encenamos, obedecemos ordens, tentamos nos provar livres e racionais, e quando agimos de forma diferente, somos apenas chamados de "loucos"

O "meu persona" me incomoda, de tanto observar os outros acabo não me olhando no espelho. Quando percebo estou testando meus limites, mudando de opinião, de roupa, de vida, de amor. E acabo por perceber que faço parte dessa grande fantasia, dessa grande confusão, que é a vida. E a cada momento percebo que meu papel muda, ou muda a obrigação de que eu me adapte, me ajuste, para que me aceitem.

Fodam-se todos!

É tudo tão normal aos hipócritas e tudo tão irritante para aqueles que percebem as regras implícitas.
Como disse, sou observadora.
E estou irritada.
kikaren
Enviado por kikaren em 17/10/2007
Código do texto: T698803

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Sobre a autora
kikaren
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 30 anos
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kikaren