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Celebração

Para cada segundo que eu te permiti me magoar
Eram duas horas que ficava a me martirizar.

Pudera, se nesse instante eu não me amei,
Como tu haverias de me amar?  Não sei.

Penso em drama, tango, tragédia e traição,
Porém logo me resgato dessa raiva de trovão.

Sim, mereces meu perdão, mas não que eu te queira,
Afinal perdoar é amar de qualquer maneira.

É preciso ter hombridade, honrar nossa vida,
Ao invés de ficar tolamente açoitando feridas.

Celebrarei então com grande contentamento
A graça que recebi nesse exato momento.

Ninguém errou, foi apenas o moinho que rebuscou
A mágoa e tudo o mais que já passou.

Tristeza e melancolia só nos amedronta.
Está tudo certo, agora traga-me um café e feche a conta.
NilzaFreire
Enviado por NilzaFreire em 30/10/2007
Reeditado em 18/10/2016
Código do texto: T716900
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
NilzaFreire
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 53 anos
393 textos (9546 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/08/17 00:27)
NilzaFreire