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Uma alma desfalecida

Uma alma desfalecida

O que é uma alma, senão um esboço de nosso ser mais recôndito?
Um esboço inacabado e vulnerável, que qualquer ventania externa pode desfigurar.
Cuja fragilidade é tanta e tamanha, que nem mesmo nossas forças físicas podem erguer. Algo que se deixa levar pelas circunstâncias, que se abate até a morte ou ao desespero, por alguma adversidade qualquer.
E, no entanto, é ela que nos direciona e impulsiona. É ela que dita nosso humor, que controla nossa saúde mental e física e que dirige nossos atos. É ela que nos mantém ligados à eternidade pelo nosso espírito.
Uma alma cativa de Deus, por mais que pereça, nunca está só. Por mais abandonada que se sinta, sempre está acompanhada. Ele a governa e a alimenta com o alimento salutar.
Mas, mesmo assim, ela, por vezes, ainda se sente só, abandonada e desfalecida. Sem forças para reagir, sem forças para enxergar o Sol, sem coragem para enfrentar a vida.
Oh, minh’alma! Por que te sentes assim?
O que te falta?
O que queres, então, compreender?
Qual o remédio para tua dor?
Será que um olhar, um afago, um gesto de compreensão e de carinho, um sorriso, um beijo te fariam reviver?
Não sei!
Tudo está escuro agora, e a dor que sinto por dentro me consome, me assusta, penetra até minhas entranhas mais profundas.
Somente o Criador pode entender e explicar sua criação. Somente Ele contém a essência que reaviva e reaquece, e afasta a escuridão, a frieza e a morte prematura da alma.
Só Ele possui o antídoto para essa dor que corrói.
Vem Senhor! Vem clarear meu dia, vem me tirar desta angústia! Só o Senhor me reconduzirá à realização e à plenitude da vida. Só o Senhor poderá restaurar minhas forças, minha fé, minha esperança. Basta-me seu amor e é dele que eu necessito.
Sei que o Senhor me ama mais que qualquer expressão humana de amor, mas sou sensível, preciso dos sinais humanos, preciso do “olhar nos olhos”, do afago, da ternura e do sorriso. Preciso ouvir: “Eu te amo!”
Preciso saciar minha sede do infinito através do abraço apertado, do aperto de mãos.
Os gestos humanos, somente eles, podem nos fazer sentir a extensão infinita do amor do Pai.
Nossos cinco sentidos são nossa forma de comunicação e por onde entra, como canal, a graça de saber e de viver esse amor total.
Abre, Senhor, meus ouvidos para ouvir Sua voz!
Abre, Senhor, meus olhos, para ver Sua grandeza e beleza infinitas!
Aguça meu tato, meu paladar e meu olfato, para que não perca nunca o sabor, a maciez e o perfume de sua infinita Misericórdia!
Quero viver, Senhor!
Quando o dia chegará, para que eu veja brilhar a luz do Sol?

Nádia Maria
Nádia Maria
Enviado por Nádia Maria em 01/11/2007
Código do texto: T718448
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Sobre a autora
Nádia Maria
Campinas - São Paulo - Brasil, 56 anos
312 textos (26028 leituras)
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Nádia Maria