O Ritmo do Fim

Não deveria ser normal, mas é

Que caminhemos por aí, mortos e esquecidos

Não deveria ser simples assim

Abandonar a si, uma coragem covarde

Não deveria existir essa festa

Onde todos riem, mas, na verdade, choram

Não deveria ser raso assim

O vôo dos condenados, a dança dos não-contados

As cores se misturam, mas é pura psicodelia

O caleidoscópio da alma está monocromático

A montanha não é alta o suficiente

Mas ainda assim nos cansamos de subir

Nós compramos, mas não precisamos

Nós ouvimos, mas não aprendemos

Nós falamos, mas ninguém ouve

Nós sangramos, e ninguém se importa

Os sinos polifônicos já nos dizem

O enigma logo será desvendado

A todos os convidados para o banquete

Da nossa extinção, uma clara distinção

Mesa cheia, mente em branco

Boca fechada, mente em chamas

Abraço dado, frio que não cede

Toque sem transcendência… é apenas o algoritmo

… o ritmo

Do fim!

Tomverter
Enviado por Tomverter em 24/08/2023
Código do texto: T7869349
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