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MANHÃ DE SONHOS

- Não existem tormentos insones quando uma orquestra de luzes quebra
a negritude da dor com suave acalanto de esperança. - Dou-me de
presente no primeiro dia do ano, uma licença poética.
Adormeço a razão e construo num passe de mágica, um mundo
melhor. Eu mesmo já não me conheço egoísta, despenco do
orgulho e beijo a criança, a primeira criança que me pedir um
carinho. Modifico meus desejos e os procuro nos olhares distantes que me
ignoram. Eu vejo o amanha, de manhã com lentes limpas e sorriso gratuito,
dou de graça pois, de graça me deram a vida. Abro minhas mãos a
exemplo de tantas mãos estendidas, tantas mãos que desconhecem o
significado da “licença poética”. Assim é, pela razão, pelo princípio da vida, mesmo que o meio seja a morte, pois vida é vida, enquanto estrada,
enquanto caminho que se deve percorrer. Acordo e me batizo como cego,
pois este caminha na natureza, vê a beleza independente das cores, da forma, pois acima de tudo existe, respira e sabe que é parte integrante, ativa e imprescindível do universo, não vê, mas crê, enquanto muitos não crêem, mesmo quando vêem, a beleza de um simples gesto. Mas ainda não sei do amanhã, não pedi licença, apenas me dei por um dia, apenas sonhei e acordei novamente aprendendo a sonhar.
Jose Carlos Cavalcante
Enviado por Jose Carlos Cavalcante em 01/04/2005
Código do texto: T8983
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Sobre o autor
Jose Carlos Cavalcante
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
732 textos (54101 leituras)
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Jose Carlos Cavalcante