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Ano novo, neue Leben.

Fim de ano é uma coisa muito interessante. Por mais que saibamos que o calendário é uma convenção (que além de tudo tem diversos atrasos por questões históricas), o sentimento é diferente. Quando um novo ano começa, sentimos como se fosse uma nova chance de corrigir algumas características que não gostamos em nós mesmos.

Um novo começo.

Uma coisa engraçada da festa de ano novo são as superstições - o branco, a mala, as voltinhas, ondinhas e similares. Tantos amuletos (ou seriam muletas?) para espantar a urucubaca e fazer com que o novo ano seja melhor que o anterior (ou pelo menos bom igual, ou que não piore). Se funcionam ou não já é outro assunto. A ciência esperneia que não, mas muitos corações garantem que sim. Vai saber quem tem razão...

Mas voltando, essa coisa de marco zero, de "novo começo", de lista de objetivos, de contagem regressiva, é uma motivação e tanto. Muitos prometem largar o cigarro e acabam largando a esposa. Muitos prometem emagrecer e têm que comprar uma camisa dois números maiores pro ano seguinte - uns porque engordaram mesmo, outros (outras, melhor dizendo) porque estão com uma criança no ventre.

Mas, por um dia, eles prometeram alguma coisa em suas vidas. Assumiram o novo ano como uma nova chance. Se um ano novo é de fato uma nova chance, depende de cada um. Mas se eu entrar em maiores detalhes vou parecer um sentimentalóide que aparece nos programas televisivos de reveillon. Aliás, palavra interessante essa, "reveillon". Todo mundo fala, mas ninguém (ou pouca gente) sabe o que significa de fato. Reveillon vem do francês "réveillon", que significa despertar. Despertar do quê? Qual é esse sono que estivemos dormindo tão pesadamente?

Na verdade, creio que o emprego da palavra reveillon tenha um caráter extremamente positivo. Não estávamos a dormir, mas despertamos um pouco mais quando pensamos nessas coisinhas e reconhecemos alguns erros, mesmo que seja apenas para a lista de fim de ano que sabemos que não vamos cumprir e, ao pensarmos, as correntes que nos prendem ao fundo da caverna afrouxam um pouco.

Então, que o ano novo seja um réveillon, e não apenas um dia de ressaca.
Thiago Zanetti
Enviado por Thiago Zanetti em 31/12/2005
Reeditado em 31/12/2005
Código do texto: T92743
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Thiago Zanetti
Sorocaba - São Paulo - Brasil, 30 anos
212 textos (41334 leituras)
68 áudios (7571 audições)
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Thiago Zanetti