DESENGANO

Esse meu silêncio

soa como um grito

abafado em panos.

Só faz denunciar a mágoa que ficou.

Surdo aos apelos que lancei,

não deste crédito

ao meu grito de alerta.

Eu me desfiz como fumaça

naquele casarão escuro

a tua espera.

E tu estavas na fumaça

fugindo do casarão,

esquecendo de mim.

Tu buscavas um escape

e eu não tinha saída.

Desculpe o mau jeito,

eu fugi sem despedidas,

plagiando as tuas fugas

vespertinas.

Não tive outro caminho.

Te deixei por desengano.

Giustina
Enviado por Giustina em 29/08/2009
Reeditado em 01/06/2015
Código do texto: T1780660
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