A DOR DE UM ADEUS

Como dói

o adeus de um amor,

o peito aperta,

o coração se agita,

a garganta grita,

a língua espeta

e a alma não se liberta....

Arranca das entranhas

as vísceras da alegria.

Dilacera a parte mais bonita

entre rasgos de agonia,

pela ausência que habita.

É uma dor parasita

que só o tempo remedia

e um novo amor à vista,

poderá converte-la

em alegria.

Adelaide Ortiz
Enviado por Adelaide Ortiz em 03/08/2011
Reeditado em 04/08/2011
Código do texto: T3137571