Marcas

Sou martírio,sou tormento.

Sou tristeza,desilusão.

Vivo em contínuo desalento.

Sou uma fria solidão.

Nada sei,nada sou.

Nada tenho a ofertar.

Só a mágoa que ficou.

Só a vida que não há.

A alegria desapareceu.

A tristeza me dominou.

Já nem sei quem sou eu

Já nem sei se existe amor.

E as marcas vão ficando.

Como sombras no sem fim.

E,a vida vai me fechando.

Me trancando dentro de mim.

Quem não entende de sofrer.

Quem não sabe da solidão.

Nesses versos não vai perceber.

As marcas de um coração.

Para mim nada tem sentido.

Tudo ao redor é só ilusão.

Só eu sei o que tenho sofrido.

Nas garras da ingratidão.

Meus sonhos padeceram

Meu destino se perdeu.

Sou aquilo que esqueceram.

Sou o nada no apogeu.

No meu peito sinto bater.

Em compasso lento o coração.

Cada pulsar traduz um sofrer.

Frio, inerte, sem salvação.

E,a vida vai me levando.

Sem eu ter por onde ir.

E acabo por fim chorando.

Pois já não posso redigir.

*Essa poesia foi uma das primeiras que escrevi, e editei aqui no recanto,tive vontade de reeditá-la.

Escrevi a mesma numa noite de luar,sentada no quintal da minha casa,a muitos e muitos anos atrás.*

Giovânia Correia
Enviado por Giovânia Correia em 17/08/2011
Reeditado em 17/08/2011
Código do texto: T3165057
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