LIRA SEM ESPLENDOR

Meus versos estão aprisionados

Nesta saudade

Que me invade

Suspirosa a pena oscila

No compasso do pêndulo do relógio

Uma inquietação toma conta de mim

Meus versos estão aprisionados

Nesta solidão gritante

Da tua companhia constante

Meus versos andam perdidos

No baú do tempo esquecidos

E aqui vivo saudosa

Ainda guardo no seio a rosa

Daquele grande amor vivido

Em meu peito arde a chama

Desta saudade que inflama

Mas os versos fogem

Suspirosa a pena oscila

E adormeço a escrivaninha

Sem compor uma única linha

Me torno poesia falida

Dona de uma lira

Sem esplendor !

Clara Fênix
Enviado por Clara Fênix em 22/05/2021
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