TRILHAS ÍNTIMAS

Estendo-me a um horizonte não delineado

Percorrendo trilhas explicitas e implícitas

Trilhas onde os acenos não são assim breves

E o instante nunca excede o que ele concede

Então transmutado meu solo em meu céu

Vejo esse sol tão atento ao próprio tempo

Onde minha alma vaga por espaços vagos

Observo a visceralidade de fragmentos

Que exalam desconcertantes insinuações

No celeste jardim de pensares oblíquo

Os opróbrios vazios dos vazios descompassos

Perdidos nos retrospectos de quem os fruem

Ou absorto na pungência da própria tristeza

No implacável exotismo do que lhe é panorâmico

Onde não há espaço para maniqueísmos abstratos

Nem ilusões incrustadas no diorama de nossa tela

Sigamos então o exímio rumo sensorial da realidade

E quem sabe desbravamos o real querer interior

Fugindo dos que dissimulam o espectro do real

E disseminemos as sementes da verdade em nós

Auscultando todas as nossas emoções e sentimentos

Na seara da objetividade sensorial neles latentes

Onde habita o verdadeiro sentido de cumplicidade

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Leilson Leão
Enviado por Leilson Leão em 04/06/2013
Código do texto: T4324945
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