A CARNE

Sempre ansiosa e tempestuosa ela agita,

Procura, deseja e aflita convulsiona.

Sente a loucura e se entrega ao drama,

Prova do veneno pelo qual o corpo reclama.

Sem pudor, não escolhe caminhos...

Segue a desrazão que a leva para a negra rua,

O vento profético anuncia o futuro...

O amor suicida se apossa da pele nua.

Arde em chamas no instante de morte,

Entrega-se ao prazer insano e maldito,

Nada importa, aquele momento é bem vindo,

Está só no seio das horas suicidas.

Até grita! Mas...

O prazer é quem manda e à razão desobriga.

NATIVA
Enviado por NATIVA em 22/08/2010
Reeditado em 22/08/2010
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