COMPREENDENDO A VIDA... E, ASSIM, ACEITANDO A MORTE

Prazo do longo dia que finalmente ao seu termo... findou

Das pálpebras a que agora cansadas estão... (oh, tanta labuta!)

A se fecharem pelos derradeiros luzires do ocaso

Impossível resistir...

Inútil...

Da vida que tanto cavalgou... e lutou... e cansou

A incondicionalmente se entregar ao seu sagrado e precioso sono

Morte!

Inexorável... como o próprio tempo

E, com certeza, mais que tudo... precisa

Ainda que pela maioria... tão pouco ou nada compreendida

Ao que tantos julgam a vida, por causa dela destituída... de misericórdia

Quando, na verdade, seria sua maior prova de piedade

Em função desta vida, que neste tempo, a temos

Estevan Hovadick
Enviado por Estevan Hovadick em 13/04/2018
Reeditado em 13/04/2018
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