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Apelo

Apelo

É Natal
Brilham no céu todas as cores
Em fogos e luzes cintilantes
Vermelhas, verdes e azuis.
É Natal
A mesa farta e a consciência adormecida
Um presépio na calçada
Revela a realidade da vida
Maria sem esperança
Segura o filho pela mão
Enquanto José desolado
Mendiga um pedaço de pão.

É Natal
Ouça os sinos da catedral
Canta com o coral lá praça
Formado por dezenas de vozes
Mas não deixe de ouvir
O grito dos desvalidos
Que comem o pão amassado
Por um diabo qualquer
Que implora dignidade
E a sociedade não vê.

É Natal
Abra a janela da vida
Que está emperrada, escondida
Arranque a trave
Deixe que venha a luz
É tempo de manjedoura
Das coisas simples de Belém
É tempo de dar as mãos
De mãos estendidas também.

É Natal
Que haja sempre Natal
Amanhã .... depois .... e depois
E todos os dias que virão
Que na alvorada os sinos toquem
Despertando consciências
Alertando corações
Para o natal de cada dia
O meu... o seu.. e o do irmão
(aquele irmãozinho pobre
que mendiga o seu pão)
Seja de paz tão desejada
Nas diferenças respeitadas
E na solidariedade exercida.

É Natal....
“Então Feliz Natal!!!!!”


Perpétua Amorim
Enviado por Perpétua Amorim em 10/11/2006
Código do texto: T287685
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Sobre a autora
Perpétua Amorim
Franca - São Paulo - Brasil
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Perpétua Amorim