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Fechado para balanço

Fechado para balanço

Fechei-me para balanço
Balanço anual, destes bem detalhados,
Ganhos, perdas e acumulados.
Não sei por onde começar
Meus arquivos estão fechados
As tabelas já não batem
E os cronogramas, todos furados!

Um vermelho berrante
Tinge a minha conta bancária
Sem previsão de mudança
Postados com numeração gigante
Por ordem e prioridade
Enfileiram carnês vencidos
E os extratos  com zero na poupança.

Um azul, cor de anil
Tranqüiliza a minha consciência
Pois fiz tudo o que deveria
De segunda a segunda-feira
Não deixei de trabalhar nenhum dia.
Sorri, fui gentil e camarada,
A minha  agenda foi cumprida
E não sobrou quase nada.

Um amarelo dourado
Enfeita o meu lado família
No qual, tive ganhos reais.
Ganhei um genro de papel passado
E a promessa de uma nora.
Antes que alguém pergunte;
O namoro da minha filhota
Vai muito bem. Obrigado!

De verde esperança
Eis que surge, o meu Natal
Onde tudo renasce e floresce
No capim seco da manjedoura,
Brotam folhas de alecrim
Perfumando o Menino-Deus
Em volta da estrebaria
Nascem girassóis gigantes
Simbolizado a alegria.

De branco chega o ano novo
Embrulhado para presente
Com um cartão de certezas.
Posso fechar meu balanço
E sentir recompensada
Porque tudo valeu a pena
Mesmo com a minha alma pequena
Consegui amar e ser amada.









Perpétua Amorim
Enviado por Perpétua Amorim em 23/11/2006
Código do texto: T299606
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Sobre a autora
Perpétua Amorim
Franca - São Paulo - Brasil
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Perpétua Amorim