O tempo do meu silêncio.

O tempo do meu silêncio está faminto

de madrugadas, sons e nostalgias

Há nele um fundo azul

opaco e oblíquo

Faminto me observa

reações, falas, gestos

os olhares, todos

o sorrir complexo

Seu dorso é convergente

encontra-se com o espelho

refletido aqui

a um palmo

Meu silêncio é dissonante

disperso e eloqüente

e seu tempo

faminto e irreverente.

Jaqueline Serávia
Enviado por Jaqueline Serávia em 24/06/2009
Reeditado em 24/06/2009
Código do texto: T1664710
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