A VIDA NÃO MORRE

A solidão

A sombra a escuridão

O assombro o escombro

Nestas horas um ombro

É divã que salva

A saliva é puro mel

O calor do corpo

É sol despontando no céu

As vezes sentimos saudades

Do tempo que nos falta

No amanhecer

Do grotão jorrando á sangue aberto

Do tempo que não tivemos pra viver...

Tempo é o que mais deixamos pelo caminho...

Borboleta alada

Porque o que levamos

Mesmo desta vida ceifada é nada...

Deixemos porem asas para

Do ninho de suas memórias voar

Que sintam falta por nossa ausência

Mas nunca pela presença

Que não mais podemos dar

Por tudo isso é que fechamos as

Pestanas dos olhos quando nos dissolvemos

Porque jamais nasceríamos pra morrer

Mas sim pra esquecer

Que um dia nascemos...

Jasper Carvalho
Enviado por Jasper Carvalho em 17/04/2015
Código do texto: T5209917
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