CONTINUO SÓ...

Como a flor que sozinha nasce tão inesperada
Morrendo amanhã,
Só como a nuvem que passa a encobrir a luz e tão logo dissipa-se,perece.
Eu igualmente nasci só,surgi sem planejamento,como erva daninha ao relento
E assim, tão só, espero deixar essa existência,como quem declama a vida
Sem clemência e não sentiu pena de si mesmo.
Eu estou só mesmo em meio à multidão
Tenho essa condição de coração que é ser só.
Um dia tive a ilusão que amar me salvaria dessa solitude
Foi um engano! Amar ou sentir-se amado,mesmo isso não nos salva de nada
Nem de nós mesmos,eu sou só...
Entendi que não é estar, é ser, e eu sou só.
Sou do jeito que vim 
E vou assim
Do jeito que nasci
Só...


Elenite Araujo
Enviado por Elenite Araujo em 21/05/2012
Código do texto: T3679169
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