UMA JANELA PARA O MAR

Deleito-te em ufana contemplação

O som das águas eleva minha alma

Como um pássaro em plena levitação

Sobrevôo e isso me acalma

A brisa marina excita o meu ser

Traz-me lembranças de inesquecíveis instantes

Dessa janela aberta já não posso conter

A emoção de fruir lágrimas incessantes

O mar na sua nobre grandeza

Evolui em meu ser perenal sensação

Seus Deuses me aconselham com certeza

Abrandando o meu velho e doído coração

Desta janela te vejo e medito

Quão desertos foram os dias meus

Correntezas que levaram tudo que acredito

Deixando apenas um lânguido adeus

Já não me assusta a profundeza do mar

O verde salgado trás uma paz interior

Fico horas debruçado a observar

O som das águas que absorvo com ardor

Múcio Amaral da Costa
Enviado por Múcio Amaral da Costa em 09/08/2018
Reeditado em 10/08/2018
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