TROPEÇANDO, DE NOVO

De rara remanescência brota o querer abstrato,

distanciado em sequências, que nunca, em nada ponderam.

Pensamentos que desfazem a natureza da espera,

o devaneio a galope, sustentado pela quimera,

e o muito do pouco em pauta,

na falta que poucos fizeram.

Sôfrega carência que segue desacompanhada,

suprindo o que transcende na adversidade contrária,

a dizer dos tantos sonhos que não serão realizados,

no intervalo da pausa, na indecisão arbitrária.

E do que é feito o temor, ressalta o receio.

E onde repousa o cansaço, desperta o anseio.

E o caminhar adiante não cumpre o achado.

Passo a passo, atravessa, tropeça...

e vai, sem ter alguém ao seu lado.

CAVALEIRO SOLO
Enviado por CAVALEIRO SOLO em 05/08/2022
Reeditado em 06/08/2022
Código do texto: T7575758
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