NADA

Francisco de Paula Melo Aguiar

É usado como pronome indefinido.

Diante da ausência de algo pretendido.

Coisa particular ainda não definido.

Embora presente no mundo subjetivo.

É o nada encontrado no ser tudo.

Do ser poeta e do não ser nada.

Embora arauto de si grande ou miúdo.

História diurna, noturna e da alvorada.

Pode também ser usado como advérbio.

De modo nenhum, não é nada sério.

Então o ser poeta é falar em provérbio.

Em versos e prosas, na visão e no critério.

É a história do tempo de uma vida.

De dias e noites apaixonadas e ilusórias.

Construção sem corpo e alma construída.

Como o voar das aves migratórias.

FRANCISCO DE PAULA MELO AGUIAR
Enviado por FRANCISCO DE PAULA MELO AGUIAR em 17/01/2021
Código do texto: T7161944
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