Invisíveis

Querem apagar os transparentes,

Quase imperceptíveis,

Invisíveis,

Tão ausentes!

Mas quando ganham notoriedade,

Notados,

Incomodam muita gente.

O ataque é frequente,

Por trás,

Ou na frente,

A imposição ordena,

“Volte,

A ser inexistente “!

Enquanto alguns vivem,

Eles sobrevivem.

Acostumados aos percalços,

Percorrem este trajeto,

Descalços,

Pés calejados pelo atrito do asfalto,

Espinhos,

Não os incomodam,

Acostumados aos desafetos,

Criam elos,

Que povoam desertos.

São crias,

De favelas,

Comunidades,

Periferias,

Invadem as cidades.

Usam o seu próprio dialeto,

E quando ouvidos,

São julgados de incorretos.

Estoicos,

Praticam a própria filosofia,

Fazem o seu próprio conceito de vida,

Parceiros leais,

Encaram toda e qualquer briga,

Almas regidas ao som do atabaque,

O que não existe,

Na mente cria.

Têm cor,

Raça e religião,

Perspicaz no pensamento,

Se adaptam a qualquer situação,

A cultura,

É usada para serem eternos,

E a vontade,

Carregam,

Dentro de casa coração.

Os invisíveis estão aqui,

Mas só você não vê.

Charles Alexandre
Enviado por Charles Alexandre em 13/03/2024
Reeditado em 13/03/2024
Código do texto: T8019090
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