O GRITO

O GRITO

Oh meu ouvido médio! Minha caixa timpânica, trompa de Eustáquio!

Martelo, bigorna e estribo adoidam-se com a voz de estentor,...

Perturbam a psicopatia calma e saltam-me pensamentos de batráquio

Minha epigênese primata evolui acre nos tojos do seu horror,...

Porque gritas? Acalma-te! Saia do parasselênio diáfano do teu caos

A microzima de um infarto acolher-te-á na simpatia dos teus maus.

O grito,... É a poética de uma raça privada de argumentos,...

E o escândalo esclerótico de razões em subdesenvolvimentos.

Necessito extorquir da garganta em pândegas, o som, a língua

O volume prisco, os gases sustenidos quer baralham meu senso

Hás de emudecer-te quando tiver de tomo o bojo da íngua...

O câncer das cordas vocais, as úlceras antagonistas do descenso

Teu corpo sanatório exigirá infrene o antídoto dessa ignorância

O controle da hipertensão, a anasarca de teus atos sem substância

E a fleuma do teu AVC. Basto é o adjetivo para tua descompostura

Ilustre-se na biblioteca de boas maneiras, para o bem da tua cultura

E descerebre suas endechas ao expor o grito frente do pensamento.

Os meus ouvidos já têm seus neurônios em paz no cérebro de guerra

Marcham constantemente nos meus fátuos movimentos sem-terra

Esses! Sou obrigado a suportar,... Esbordoam-me desde o nascimento.

CHICO DE ARRUDA.

CHICO BEZERRA
Enviado por CHICO BEZERRA em 06/09/2012
Código do texto: T3867713
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