Tera Sofrida
      Paro! Olho as nuvens
      Tenho esperanças


      Encosto meu pé na rocha
      Rocha rude
      Tosca e feia


      De repente, meus olhos
      Meus olhos avistam céu promissor
      Ela há de chegar!
      Quem sabe, meu Deus
      Ela nos abençoará


      Continuo encostado na rocha dura
      Olhando para o céu
      Avisto mandacaru amarelado
      Queimado pelo Sol
      Respirando poeira de solo seco


      Sim! Ela há de vir!
      Minha prece será ouvida


      O gado não fenecerá
      Meus irmãos aqui ficarão
      Este é solo nosso
      Tão sofrido, mas abençoado
      É o nosso velho sertão







 Observação- poesia feita pela ocasião da seca nordestina em que a
 mensagem principal é mostrar a coragem desse povo sofrido, evidentemente não havia essas calamidades por que está passando esta brava gente, mas como dizia Euclidesda Cunha, o nordestino é antes de tudo um forte. Ele vence a seca por que não há de vencer a tormenta?
  
Vilma Tavares
Enviado por Vilma Tavares em 22/05/2009
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