OLHOS

Olhos...

Disfarce perfeito...

Janela da alma...

Rompe o meu peito...

Dor insane que cega a visão,

Ou melhor, faz a gente ver mais,

Dá asas gigantes a nossa imaginação.

É dos olhos que as lagrimas brotam,

Regam o rosto, lavam a alma,

A outro mundo nos transportam,

Como se fosse possível manter a calma.

Nestes momentos, enganados,

Não adianta o arrependimento,

O que fiz está feito,

E os olhos...

É ele o culpado?

Enganou-me e me fez condenado!

Arrastou-me a esse fim!

É dos olhos a culpa!

Do feitiço, lançado na alma...

Como brasa ardente...

Um fogo que arde...

Um pecado que cometi...

Induzido por ele assim...

Até teria absolvição...

Se conseguisse apagar de mim...

Se não fossem os olhos...

Se tivesse enxergado com o coração?

Hoje não teria essa expressão,

Melancolia e desespero,

Impotência, decepção,

Olhos!

Por quê?

Alexandre Gomes
Enviado por Alexandre Gomes em 14/07/2008
Reeditado em 28/11/2008
Código do texto: T1079248
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