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Crepúsculo de um onanista (menção ao texto O lirismo erótico de Oswald de Andrade- de Ana Valéria )

Ele tocava na banda da escola
um instrumento de couro, qual cuíca.
No vai e vem deixava uma rubrica
que tatuava-lhe os sonhos feito cola.

Era um menino feio, bom de bola...
Não lhe chegavam olhares de desejo!
Inda me lembro... seu primeiro beijo:
Foi-lhe dado de graça como esmola.

E foi crescendo, enquanto tocava,
e foi tocando, enquanto crescia...
até ejacular em poesia
todas as musas que imaginava.

Não mais tocou na banda da escola;
podaram-lhe as mãos e o pensamento.
Hoje serve noviças num convento
e não ganha um só beijo por esmola.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 09/02/2006
Reeditado em 09/02/2006
Código do texto: T109974
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Herculano Alencar
São Paulo - São Paulo - Brasil, 62 anos
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