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Autocida

Não se ache no direito de me julgar,
E não tente entrar no mérito de minha tristeza
Minha mente é uma porta que tu não podes passar,
Portanto não julgue as minhas incertezas...
~
Peguei o revolver e pus apenas uma bala no canhão,
Agora vou fazer roleta-russa com a minha sorte
Será um cara ou coroa com o gatilho em minha mão,
E o que prevalecerá, a vida? Ou a morte?
~
Quero que saiba que estou lúcido nesta minha loucura,
Até sei que estou privado de minha razão
E que parece obtusa a minha privação obscura,
Sabendo que para este pecado, não existe perdão...
~
Pois engatilhado, fixo agora a arma ao ouvido,
E não êxito em puxar o gatinho, mas não foi desta vez
Foi apenas a primeira chance de cinco, e não duvido,
Que não vai passar, mais de que duas ou três...
~
E nesses segundos, eu posso ver toda minha vida,
E o que me levou a querer passar pelas portas do tempo
São tantos os motivos, drogas, cigarros, sexo, bebidas,
Mas eu não sei, qual o verdadeiro argumento...
~
Mas o que interessa isso agora? Creio que nada,
Pois nem você, e nem ninguém me servirá de consolo
Pois minha morte por mim já fora encomendada,
E não me importa se é injusto o meu dolo...
~
E não te deixarei uma carta póstuma, é irrelevante,
Pois minhas palavras não lhe servirão de herança
Só quero que grave as imagens do meu ultimo instante,
Para crivar na tua vida, e lhe servir de lembrança...
~
Não me chame de suicida, não me qualifique,
Não quero adjetivos para meu jeito de ser
Não, eu não quero nada que me identifique,
Sou apenas um homem que escolheu não viver...
Anjos ou Demônios
Enviado por Anjos ou Demônios em 15/02/2006
Código do texto: T112276
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Sobre o autor
Anjos ou Demônios
Salvador - Bahia - Brasil, 47 anos
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Anjos ou Demônios