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Tão teu, como foras de ningém.

O desejo arde na mulher com chama corpórea;
A grande flor vermelha suspende o berço da loucura
Imorais na profissão do amor, coadjuvantes na cama aleatória.

O vinho lembra o sangue, na cor e doçura;
Padre que castiga os amantes, intensifica o peso da sua cruz,
O sanatório está aberto para os normais sem cura.

O fogo de Camões esquenta a volúpia arredia sem luz;
Miséria libertina, padrão da inapetência sexual
Anseio lascivo conducente, como o beato comendo o corpo de Jesus.

As ondas vão e vem como atos do ápice mental;
A carne supera a razão impertinente:
Fálicos, libidinosos, meretrizes da conjuntura moral

A mulher não apenas leva consigo o néctar de um novo ser existente;
Todas, todas paixões avassaladoras percorrem linhas e curvas
O grande mar aberto, marinheiro de outras viagens. No amor, inexperiente.

A sedução atrai e contamina as mãos limpas e com suas luvas,
Não há saída, basta entregar-se para os desejos e concupiscências
A vida retorna laconicamente a sua amargura sem o sabor das doces uvas.

A viagem da sexualidade só acaba na airosa anatomia feminina e suas excelências,
O poder da voluptuosidade esta à mercê das mulheres para adornar suas coroas
Nem diamante, nem prata, nem ouro são tão brilhantes e carregados de efervescências.
Anderson Cirino
Enviado por Anderson Cirino em 02/03/2006
Código do texto: T117902
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Sobre o autor
Anderson Cirino
Arujá - São Paulo - Brasil, 35 anos
15 textos (768 leituras)
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