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QUANDO UM AMIGO AFUNDA...

Ao leme do navio jamais temi mar bravio
Embora muitas vezes tenha enfrentado procela
Mas também águas que prescindiam desafio...
E o meu timão - que me conhecia - tinha o norte como tutela... 

Aprendendo a navegar, aprendi a conduzir a vida
Sabia que, após a tempestade, viria a bonança
Em mares encapelados meu navio não tinha acolhida
E chegaria ao porto, seguro e em segurança...
 
Nas muitas viagens da vida ouvi o canto das sereias
E me encantei, parando em "estaleiros" para "reparo"
Sem perceber perigos de encalhar em bancos de areias
Porque, como comandante, pressentia sinais de enfaro
 
E o que fora segura embarcação,sem desviar-se da rota,
Já temia as vagas... e navio parado não ganha frete...
Viajar era meu ópio, portanto era preciso...tudo, menos a derrota...
Vamos amigo velho...Apitou. Saiu. Submergiu e ninguém viu...
não foi nem manchete... 


nvelasco
Enviado por nvelasco em 04/03/2006
Código do texto: T118738
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Sobre o autor
nvelasco
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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