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Se eu fosse...

Um poeta

tentaria fazer um verso em sonhos imerso... bendiria tua presença no universo...porque, apesar da distância, contigo converso...Mas o tempo... ah!, o tempo!!! como é perverso...não sabia da sua importância e, por isso, fui tão disperso...colheria a luz das estrelas para que tu pudesses vê-las...buscaria a lua para flutuares livre e nua...não me esqueceria do sol , nem do canto do rouxinol...e pediria ao vento que te trouxesse para o meu aposento...e à minha vida darias alento...

Um beija-flor

recolheria o néctar das flores para açucarar teus lábios ...e dizer-te que não tenho a sabedoria dos sábios... se tivesse haveria neste cantinho uma placa: Sê bem-vinda, minha linda...e se quisesses partir eu pediria: não ainda...tua passagem não é finda...não vês que minha vida brinda?

Um jardineiro


após noites bem dormidas ...tuas auroras seriam floridas...juntando sereno da madrugada com flores sortidas... eu...ah!, minha riqueza, cuidaria do jardim e da tua vida...na exata medida em que quisesses vê-la dividida... tu escreverias em cada noite o roteiro e se não quisesses não precisarias ter-me em teu travesseiro...te envolveria em véus diáfanos e executaria músicas sem parceiro...ah!, amor, deixa ser teu companheiro...ter-te sob meus olhos; ser teu escurdeiro e sentir teu cheiro... mas, se nada disto me permites, deixa eu ser teu jardineiro o ano inteiro; teu escravo ou teu caseiro...


Um amante


não sei...só conheço amores ciganos...estive em tantos lugares profanos...não precisavam de planos...foram todos tão levianos... uma sucessão de enganos...muitas vezes me indaguei: somos humanos?...mas contigo...este é o caminho que há tanto persigo...é um sonho tão antigo!...ter onde dizer: este é meu abrigo...tu serias minha rainha...para ti seria capaz até de compor uma modinha...não te deixaria um momento sozinha...perderia o pudor para viver este amor...fui tão reprimido e precavido...tudo era proibido e me deixava aturdido...era um exercício doido e doído, nunca porém divertido...se não feria também não saía ferido...compreendes que era tudo sem sentido?... de repente vejo que é disto que preciso...ter-te como Eva no meu paraíso...conhecer todo pecado e praticá-lo de improviso...provar da tua maçã com muita alma e calma sem ser conciso... se me vires confuso, perdido, chama tua serpente e deixa-a de sobreaviso...quero te ver feliz; ouvir teu riso...o arfar de corpos quentes, impacientes, envolventes...penetrar no teu céu e desnudar teu véu...com arrogância saciar nossa ânsia até chegarmos à culminância...ter-te em meus braços, com desejos devassos e gestos lassos...e...por fim...deitar-me em teu regaço e descansarmos do nosso cansaço...
nvelasco
Enviado por nvelasco em 05/03/2006
Código do texto: T119231
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Sobre o autor
nvelasco
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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