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RAIVA!

Eu não presto.
Não sou modesto.
Tão pouco honesto.
Fui gerado de um incesto.
Sou réu confesso.
Meu destino é incerto.
Sou imundo num mundo de fundos.
Ingrato vivendo no esgoto com os ratos.
Impertinente, inconviniente, prepotente, deliqüente...
Um amigo sempre ausente.
Um homem na busca por seu gozo,
Sem nunca ser piedoso.
Das fêmeas só a carne me vale.
Sentimento, amor, é para idiotas.
Nunca acudo a um pedido de socorro,
Nem defenderei os do morro.
Sou um lixo, não existo.
Co-existo na sombra do próximo,
Na tocaia, de bote armado.
Sou um desolado,
Sem coração, desmiolado.
Um todo tapado.
Doido de quem me levar à sua casa
Pois verá do que sou capaz,
Pois verá o estrago.
FÁBIO BARBOSA
Enviado por FÁBIO BARBOSA em 08/03/2006
Reeditado em 09/03/2006
Código do texto: T120238

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Sobre o autor
FÁBIO BARBOSA
Olinda - Pernambuco - Brasil, 37 anos
120 textos (7815 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 06:44)
FÁBIO BARBOSA