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Carnaval

Quando essa febre se faz insana,
Eu deliro, afogo-me num mar de sal...
De lágrimas e suor que se esparramam na cama,
Nestes dias quentes de carnaval...

Pois, entre a vida e a morte, há um gemido!
Que passou despercebido entre as portas...
Assim alheio, não fora captado por ouvidos,
E foi morrendo por quem pouco se importa...

Nos adereços, no brilho... Desta febre terçã,
No enredo nostálgico... O grito da multidão!
O meu momento crítico, deitado ao divã,
Perdendo a consciência, por ocasião...

Pois ao som das cuícas e pandeiros,
Fui perdendo meu ritmo, o meu compasso...
Chegando a apoteose deste momento derradeiro,
Quando sufocado pela falta de espaço...

Por tal elemento proscrito, que me fora leviano...
Escondido nas mercês, entre coisas e tal...
Seguindo taciturno, entre cicranos e fulanos,
Para morrer nestes dias de carnaval...
Anjos ou Demônios
Enviado por Anjos ou Demônios em 08/03/2006
Código do texto: T120336
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Sobre o autor
Anjos ou Demônios
Salvador - Bahia - Brasil, 47 anos
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Anjos ou Demônios