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Nada mais tenho a escrever...

Nada mais tenho a escrever.
Deixarei então que os versos que pensei e repensei,
que surgiram de repente, que passaram num instante,
adormeçam em meu peito de descrente.
Ah, essa febre do desânimo do presente!
Estou cansado como se fosse meu último dia,
estou desorientado como sempre, como hoje, como ontem.
O vento sopra furioso e sua fúria me acalma,
como gostaria de ser vento! Como gostaria de ser calma!
Como gostaria...
Mas não, nada!
Não sei mais falar...
Um dia chamaram-me de poeta,
desde então, não compreendo mais nada!
Então ser poeta é isso?
É ter dias de sóis amargos e noites de luar melancólico?
Ah, vão à merda!
quando eu era criança, apenas criança, eu era feliz...
Quando me chamaram:"ô poeta!"
Eu só fiz chorar.
Depois querem que eu acredite nos homens...
Diógenes
Enviado por Diógenes em 24/04/2005
Código do texto: T12811
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Sobre o autor
Diógenes
Chapecó - Santa Catarina - Brasil, 38 anos
19 textos (660 leituras)
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