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"CIVETTA DELLE NEVI" (CORUJA DAS NEVES [1])

Uma coisa branca.
Sou um peito sem cor...
Sou do branco que debanda,
nos pios do bico da dor.
 
Tenho cauda e asas francas
- que aconchegam e rebatem o amor
Sou bilro ou gorjeio,
olho grande e certeiro,
Dom de ver ou agouro de esquecer.
Sou da noite, sou do ser,
sou do insone, sou do sereno...
Sou do não ver...
 
Vivo na vida branca.
Na vida da mesma minha cor.
Na cor que não tem contrastes...
na cor que não tem fulgor.
Moro na cor que queima, queima...
E, que, ainda por cima, queima cor....
queima coruja, queima "de cor."
Queima o coração. Queima a frio.
Queima na vida, queima na neve....
e queima branca.
Mas, em nada, queima imediatista.

(19.02.02)
 Direitos Autorais Reservados - corujadasneves@uol.com.br
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[1] Nyctea scandiaca
Coruja das Neves
Enviado por Coruja das Neves em 15/04/2006
Código do texto: T139715
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Sobre a autora
Coruja das Neves
Fortaleza - Ceará - Brasil, 41 anos
2 textos (40 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 10:24)
Coruja das Neves