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Metades Soltas



Minhas meias
meio velhas, meio rotas
dentro dos velhos sapatos
que me levam em minhas rotas.
Minhas meias verdades
cacos de um espelho partido
são sinais meio apagados das pegadas
do tempo em que eu houvera partido.

Ouvira eu os cantos
de todos os cantos do mundo
ou virava à esquerda ou à direita
na jamais direita vida que levo.

Leve me deixo caminhar meios caminhos
sigo em frente
mesmo que enfrente moinhos de vento.

Invento meias verdades
que com minhas meias mentiras
perfazem uma estrada meio torta, meio reta
e nela persisto trôpego
na minha vida inteira de poeta.

11/04/06
Mauro Gouvêa
Enviado por Mauro Gouvêa em 17/04/2006
Código do texto: T140533

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Sobre o autor
Mauro Gouvêa
Alfenas - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
432 textos (56501 leituras)
3 áudios (837 audições)
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Mauro Gouvêa