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EXTREMOS

Ah, a força que tens!

Fora de mim, tu me apareces
em forma de mágoa, dor,
decepção, desamor.
Dentro de mim
és revolta e desejo,
vulcão e prado em flor,
lago manso e sereno,
ao mesmo tempo
mar revolto e assustador.

Não sei se por covardia,
ou por puro recato,
me invades quando, indefesa,
me entrego ao sono,
no escuro de meu quarto.
O que tu fazes não parece sonho,
é fantasia, ou mais que fantasia,
pois que, ao despertar,
sinto ainda teu cheiro,
vendo teu vulto se afastar,
tranqüilo e sem alarde.
É alegria e sofrimento
o que depois me encanta,
queima, arde.

Acordada, vigilante,
tento te evitar.
Mesmo assim me surpreendes
ocupando meu pensamento,
tentando perturbar tudo o que faço,
atravessando meu caminho,
confundindo meus passos,
tirando meu juízo,
transformando em esgar o meu sorriso.

Tua incoerência me espanta.
Mas me contenta saber,
que por maior que seja o teu poder,
e a tua força tanta,
não podes me obrigar a te esquecer
e a te sentir enroscado na garganta...

Ah, a força que me dás!
Sal
Enviado por Sal em 19/04/2006
Código do texto: T141494
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Sobre a autora
Sal
Marília - São Paulo - Brasil, 78 anos
507 textos (44785 leituras)
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