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Filhos de ninguém

Soldados da fome e do desamparo
de pequenas mãos com bazucas reluzentes
Filhos da lua e do morro triste,
de olhos inquietos por pais ausentes.

No semáforo, no viaduto, na escadaria,
encapuzados escondem-se de mães impotentes.
Invisíveis e de almas indolores,
esses meninos são a nossa gente!

Misturadas à paisagem paradisíaca,
do turismo sexual vil e devastador,
as meninas exploradas, soterram sonhos.
E do peito extirpam o feminino amor.

Todos eles da vida são reféns.
Meninos e meninas sem infância,
Pingentes da indiferença e sem esperança.
Serão eles filhos de ninguém?
Lislopes
Enviado por Lislopes em 28/04/2006
Código do texto: T146941
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Sobre a autora
Lislopes
Passo Fundo - Rio Grande do Sul - Brasil, 55 anos
80 textos (269534 leituras)
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