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Delírio

Sentei-me na estação do destino
Quisera driblar o eco maldito
De uma mente insana

Partituras verbais ecoam
Em vozes inférteis de uma noite qualquer
Palpitando no azul de minha lucidez

Farpas de uma cerca eternamente clandestina
Debrucei-me sobre o parapeito da janela
Ousei admirar o precipício de uma esquina

Pendi o corpo, a mente, o coração
Um salto completo foi simulado, violado
Pedaços de estrelas despedaçaram-se pelo chão

Uma voz atingiu a apatia tardia, demente
Na esperança de lançar-me, esquivei-me
Perdi o bonde, a noite, o raiar do dia

Adormeci...
Angela Leite
Enviado por Angela Leite em 01/05/2006
Código do texto: T148488

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Sobre a autora
Angela Leite
Arapiraca - Alagoas - Brasil
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Angela Leite